Quebra Pedras

BLOG DEDICADO A ALUNOS DE GEOLOGIA

quarta-feira, 22 de março de 2017

ANÁLISE, LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE UMA CARTA GEOLÓGICA

As cartas de pequena escala dão uma visão global da geologia de um determinado continente, país ou região. No entanto, não são precisas para marcar qualquer ponto ou traçar uma linha na carta e, quando se pretende utilizá-las em trabalhos que exijam detalhe, podem não conter informações suficientes. O seu maior interesse é principalmente científico-didático.

As cartas de grande escala, mais detalhadas, são as mais usadas nas aplicações práticas da geologia. Uma Carta Geológica chama atenção a diversidade de cores que geralmente apresenta, e com contornos variados. Cada cor tem o seu significado, representando um conjunto de características que determinam a natureza e/ou a idade da formação rochosa aflorando na região da carta. Geralmente, cada cor é assinalada com um símbolo, letra normal ou grega - esta para rochas magmáticas, seguido ou não de outras letras ou algarismos, que permitem identificar melhor as cores.



Na legenda, onde estão representadas, dentro de pequenos retângulos, todas as cores e todos estes símbolos, é descrita de forma resumida, a natureza e o nome da unidade cartografada. A ordem como se dispõem estes retângulos, quando referidos a rochas sedimentares e metamórficas, é geralmente, segundo o “princípio da sobreposição”: as unidades mais modernas vão-se sobrepondo às unidades mais antigas.



Em geral, incluem-se, na parte inferior desta escala estratigráfica, os terrenos de idade desconhecida. Para a interpretação da carta e estabelecimento de cortes geológicos, a consideração deste escalonamento é fundamental.

As rochas magmáticas são colocadas separadamente, podendo estar ordenadas na vertical, conforme a sequência da idade. Além da legenda referente ao conteúdo colorido da carta, existem símbolos convencionais que identificam e posicionam estruturas ou outros elementos de interesse geológico, mineiro e arqueológico que se encontram na carta: limites geológicos; dados referentes à tectônica, como falhas, cavalgamentos, carreamentos; dados relativos às estruturas, como direção e inclinação de camadas, xistosidades, eixos de dobras, e ainda poços, nascentes de água normal ou mineromedicinal, sondagens, furos de captação de águas, pedreiras, jazidas fossilíferas, estações arqueológicas, entre outros.

A coluna estratigráfica

As cartas apresentam geralmente, a coluna estratigráfica referente à área a que dizem respeito, bem como cortes geológicos representativos das principais estruturas geológicas que ocorrem na carta.



Na coluna estratigráfica são representadas, graficamente, as formações que se encontram na carta, dispostas na vertical e pela ordem que se supõe ocorrerem em profundidade, bem como as relações geométricas entre elas. As estruturas e o conteúdo fossilífero podem estar indicados por símbolos, e as espessuras das formações devem ser desenhadas conservando as proporções. A coluna é como que a representação do testemunho de uma sondagem gigante e profunda que, supostamente, fosse realizada na região e englobasse todas as formações nela existentes.

Cortes geológicos

Os cortes geológicos visualizam a disposição e as relações entre as diferentes rochas que se encontram em profundidade, facilitando assim a leitura das estruturas que ocorrem na carta.

Para construir um corte geológico, procede-se do mesmo modo que foi descrito para um perfil topográfico. Feito o traçado da localização do corte que deve ser, tanto quanto possível, perpendicular à direção das camadas ou aos eixos das estruturas, se ajusta a borda de uma tira de papel. Nesta, além de se marcarem as intersecções com as curvas de nível, linhas de água, e outras de interesse, são marcadas também as intersecções com os limites geológicos e com os acidentes tectônicos.



Seção de uma carta geológica simplificada mostrando a localização do corte geológico A-B que se pretende realizar
Embora ainda não sejam usuais, os blocos diagrama figuram em algumas cartas geológicas. Um bloco diagrama procura dar uma visão tridimensional em perspectiva, de uma determinada região mostrando a continuidade das rochas que afloram em superfície com as mesmas rochas em profundidade, por intermédio de dois cortes geológicos mais ou menos perpendiculares.

Estabelecido o perfil topográfico, estas intersecções dos limites e acidentes vão ser assinaladas na linha do perfil. Esta linha é recoberta nos espaços delimitados pelos pontos com as cores correspondentes às diferentes formações intersectadas.

Analisando, na carta geológica, a relação entre as formações identificadas pelas diferentes cores, as direções e inclinações das camadas, os limites, as idades e, ainda, os dados referentes às estruturas estima-se o comportamento das camadas em profundidade

As rochas magmáticas cortam todas as camadas e estruturas pré-existentes.


Interpretação de uma Carta Geológica

A leitura da carta geológica é feita observando a sobreposição das camadas, a relação entre os limites geológicos e as curvas de nível - topografia, e na forma dos contornos das cores que representam as formações. São também importantes, a indicação da direção e inclinação das camadas, xistosidades, eixos das dobras e a representação dos eixos dos sinclinais e anticlinais.

Esta leitura nem sempre é fácil pois os acidentes resultantes de fenômenos de compressão e distensão, que atingiram as rochas depois da sua deposição, podem dobrar e inclinar as camadas, e até inverter a posição original ou provocar rupturas, com deslocamentos das massas rochosas. Nestas condições extremas, a interpretação das estruturas existentes requer conhecimentos especializados.



Para compreender as estruturas presentes na carta, é feita uma distinção entre as rochas magmáticas que geralmente afloram em maciços mais ou menos arredondados, as rochas de cobertura como depósitos de cascalhos, dunas e aluviões, e as rochas sedimentares e metamórficas.

Enquanto as rochas magmáticas vieram da profundidade, cortando as rochas encaixantes até chegar à superfície, os depósitos recentes recobrem as rochas pré-existentes formando uma camada superficial.

Só as rochas de origem sedimentar e metamórfica, permitem fazer a interpretação das estruturas, de acordo com o conhecimento da idade relativa destas formações e ainda com os elementos de ordem estrutural como, direções e inclinações das camadas, xistosidades e eixos de dobras.

Observando como os limites geológicos das rochas sedimentares cortam as curvas de nível, são tiradas algumas conclusões.



Quando os limites geológicos são aproximadamente paralelos às curvas de nível, as camadas devem encontrar-se mais ou menos horizontais.



Quando o limite geológico corta as curvas de nível em linha reta nos terrenos de declives mais ou menos acentuados e as curvas são muito juntas e abundantes, as camadas de rochas devem estar quase verticais.



Quando a inclinação das camadas é no mesmo sentido do declive topográfico, a linha de intersecção do limite geológico tem um aspecto curvo, inverso ao das curvas de nível.



Quando a curva de intersecção tem o mesmo aspecto das curvas de nível, mas corta obliqüamente com abertura menor, a inclinação das camadas é no mesmo sentido do declive topográfico, mas inferior ao declive.



Quando a inclinação das camadas se faz no sentido contrário ao declive topográfico, a curva de intersecção do limite tem o mesmo aspecto que as curvas de nível, mas corta-as obliqüamente com uma abertura maior.

Duas situações podem acontecer juntas e ser visualizadas quando se examina uma mesma carta geológica: formações onde os limites formam faixas coloridas paralelas e alinhadas, ou formações em que os limites, embora desenhem também faixas coloridas paralelas, formam, curvas acentuadas.

No primeiro caso, é muito provável a presença de uma estrutura monoclinal onde as camadas estão inclinadas no mesmo sentido. No segundo caso são zonas de dobramentos, cujas regiões de curvaturas máximas devem corresponder a zonas de charneira de dobras, intersectadas pela superfície topográfica.



As dobras são, essencialmente, de dois tipos, sinclinais - estrutura dobrada em que a concavidade da dobra está voltada para cima e anticlinais - dobras em que a concavidade está voltada para baixo. Deste modo as camadas mais antigas estão posicionadas por baixo das camadas mais recentes. Assim nos sinclinais, o núcleo da dobra é ocupado por formações mais recentes enquanto que, nos anticlinais, no núcleo localizam-se as formações mais antigas.

A observação dos símbolos indicativos da direção e inclinação das camadas, bem como da leitura da inclinação dos eixos das dobras facilitam, ou podem confirmar a leitura realizada.

Os cortes geológicos que acompanham as cartas geológicas, representam a interpretação, feita pelos seus autores, das estruturas mais características da região estudada.

A Nota Explicativa

A Nota Explicativa de uma carta é um pequeno livro que a acompanha, destinado a completar as informações contidas na carta e a facilitar a sua interpretação.

Na Nota Explicativa se acrescentam muitos conhecimentos que foram colhidos durante os levantamentos de campo e que não puderam ser incluídos devido à escala utilizada. Embora escrita numa linguagem técnica, esta publicação não se destina unicamente aos geólogos, mas também a outros campos
profissionais, e aos curiosos por assuntos geológicos. Uma Nota Explicativa começa com uma Introdução, na qual são nomeados os autores e colaboradores na elaboração da carta e da Nota, onde se cita a localização da região no que diz respeito às vias de acesso, hidrografia, relevo, geomorfologia, e ainda uma referência aos trabalhos publicados anteriormente.

No capítulo Estratigrafia ou Geologia é feita uma descrição pormenorizada das rochas que ocorrem na carta, apresentando as formações de origem sedimentar por ordem cronológica, da mais antiga para a mais recente e descrevendo o seu conteúdo fossilífero. Menciona-se também a natureza e a composição química das rochas aflorantes, como petrografia e geoquímica.

O capítulo Geologia pode ainda conter informações relativas aos  metassedimentos, depósitos de cobertura e rochas ígneas. Capítulos especiais são, ou poderão ser dedicados à TectônicaMagmatismoMetamorfismoHidrogeologiaGeologia Econômica ou Recursos Minerais Arqueologia.

No final, a Nota contém a bibliografia temática relativa à região abrangida pela carta.

Notas Finais

A Carta Geológica e a sua Nota Explicativa são os produtos finais de uma longa e complexa atividade destinada a tornar acessível ao público um valioso conjunto de informações científicas e técnicas sobre uma determinada região, com aplicação na resolução de inúmeros problemas econômicos e ambientais.
Os resultados justificam os custos da cartografia geológica. Na verdade, esta cartografia constitui um bom investimento para o Estado: estudos econômicos feitos em vários países, comprovaram que o seu investimento tem um breve retorno, só pelos benefícios econômicos diretos dela resultantes.

Toda a Carta Geológica, como qualquer outro documento científico, nunca é definitiva. O progresso das Ciências Geológicas requer revisões periódicas das cartas já publicadas.

Outros dados da carta geológica






Material extraído de:

·         VAINE, Maria E. Eastwood. O trabalho do geólogo e a importância das cartas geológicas para o desenvolvimento. Série Geologia na Escola, Caderno 2. Curitiba : Mineropar, 2005.



·         Métodos gráficos. UFPR. www.geologia.ufpr.br/graduacao2/.../metodosgraficosalunos.doc

quarta-feira, 8 de março de 2017

Elaboração do Mapa-Base de Campo

Apresentamos um passo-a-passo para a elaboração do mapa-base planialtimétrico com a utilização de recursos digitais. Existem muitos softwares disponíveis, alguns gratuitos, outros pagos. Aqui vamos utilizar apenas softwares gratuitos e que são compatíveis com qualquer equipamento de computação, facilmente acessíveis na Internet.

Para desenvolver a atividade que foi proposta aos alunos, você deverá não apenas elaborar o mapa-base de uma área pré-definida em coordenadas UTM, mas também filmar todo o processo, produzindo um vídeo do passo-a-passo. Está disponibilizado um tutorial no canal YouTube, desenvolvido pelo aluno Diego Acir Castro, o qual poderá lhe servir de exemplo para produzir o roteiro do seu vídeo.

Primeiramente, você deve baixar os seguintes softwares:

1.    Gravador de Tela Online Grátis: Este software vai lhe permitir a gravação do vídeo. Para baixar, clique AQUI
Para utilizá-lo, siga o tutorial exibido neste link. Clique AQUI.

Tenha sempre em conta que você, e não outra pessoa, é quem deverá gravar o vídeo mostrando todos os passos de sua produção.

2.    - Baixe o Google Earth Pro: Clique AQUI

- Acesse o Topographic-map: Este aplicativo irá gerar o mapa topográfico (planialtimétrico) da área que você selecionar. Clique AQUI

- Acesse o tutorial Mapa-base Topográfico, produzido pelo Diego Acir Castro. Clique AQUI

Siga as instruções do memorial. Aproveite-as para produzir o roteiro do vídeo que você irá fazer.

Após baixar e abrir os aplicativos, vamos iniciar a elaboração do mapa-base da área selecionada, seguindo as instruções do tutorial do Diego. Produza um mapa com as curvas de nível bem delineadas.

NORMAS PARA A ELABORAÇÃO DO MAPA-BASE

1 – Este trabalho é denominado Exercício Avaliativo 2, de natureza individual.
2 – Valor do trabalho: 3,0 pontos.
3- Use as seguintes coordenadas UTM para definir a área do mapa:
A - 293.000 – 8.095.000
B – 293.000 – 8.092.000
C – 299.000 – 8.092.000
D – 299.000 – 8;095.000

Não se esqueça de lançar as coordenadas UTM nos vértices do polígono e de lançar título, legenda, escala, espaçamento das curvas de nível etc., isto é, todos os elementos que compõem um mapa topográfico.

4 - Imprima o mapa em folha A4.

3 - Envie o vídeo para o endereço professormarciosantos@gmail.com ou, se preferir, entregue-o gravado em DVD devidamente identificado.

5 - O trabalho, nos dois formatos (impresso e vídeo), deve ser entregue até o 21 de março de 2017.

6 – É facultada ao aluno a elaboração deste exercício com a utilização de quaisquer outros aplicativos e programas digitais que não os mencionados aqui, desde que respeitadas todas as normas acima citadas.


OBSERVAÇÃO:

O autor do melhor vídeo será premiado com um martelo de geólogo.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

MAPA-BASE DA ÁREA DE TRABALHO DE GEOLOGIA DE CAMPO

Prezados Alunos,

O mapa-base a ser utilizado nos trabalhos de Geologia de Campo está disponível no link abaixo. Faça o download e imprima-o. Ficará melhor se você imprimi-lo a cores. Esse arqujivo é resultado de cópia de uma base topográfica do Serviço Geográfico do Exército, Folha Paracatu, na escala 1:100.000. Você deverá ampliá-lo para a escala 1:25.000, que será aquela utilizada tanto para o mapeamento, quanto para a elaboração de seções geológicas.

NOTA: Será entregue, a cada grupo de 6 alunos, uma cópia impressa colorida do mesmo mapa. Neste caso, o aluno poderá usar esta cópia ao invés de fazer o download do arquivo.

Para fazer o downloado do arquivo, clique AQUI.

Para realizar a ampliação da base topográfica utilize pantógrafo. A área a ser ampliada, e da qual será obtido o mapa-base, é definida pelas coordenadas UTM:
- 292.000 / 8.096.000;
- 300.000 / 8.096.000;
, 292.000 / 8.090.000;
- 300.000 / 8.090.000.

Apresente, do lado direito do mapa, os elementos do mapa: Título, Legenda, Escala, Projeção cartográfica (indica a técnica que foi empregada para fazer o mapa) e os Créduitos de quem foi copiado o mapa (Ministério do Exército, Diretoria do Serviço Geográfico). 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

PERFIL DO GEÓLOGO

Imagine que você foi contratado como assistente de geólogo de campo. Esse provavelmente será o seu primeiro trabalho em geologia, e você estará compreensivelmente ansioso sobre os desafios que o esperam. A graduação em geologia o preparou para este trabalho; se executá-lo bem, você pode até mesmo ser convidado a permanecer na empresa. Certamente, um período de experiência de trabalho no campo vai torná-lo muito mais empregável no futuro. Mas o que você vai fazer todos os dias no campo?

O que os empregadores querem que você saiba sobre geologia de campo?


Baseado em uma pesquisa de instituições governamentais, indústrias e, empresas de consultoria que empregam geólogos de campo, realizada pela geóloga ML Bevier em Vancouver, British Columbia, de 1994.

Um geólogo de campo bem sucedido é um multifuncional "pau para toda obra" com princípios geológicos sólidos, mas também tem uma série de habilidades complementares, sendo elas: bem organizado, possuidor de bom senso, e tendo a capacidade de manter uma atitude positiva em inúmeras situações. Ele ou ela percebe que uma preparação cuidadosa começa antes de um projeto, inclusive tornando-se familiarizado com o trabalho anterior na área e falando com outras pessoas que trabalharam lá, é tão importante quanto fazer o trabalho de campo. Um geólogo de campo deve ter excelentes habilidades de observação, ter a capacidade de fazer medições precisas e estimativas de comprimentos e quantidades, e ter pelo menos alguma experiência em petrologia e mineralogia, geologia estrutural, geomorfologia, estratigrafia e paleontologia.

A capacidade de traduzir uma representação tridimensional de dados de mapas em uma seção transversal também é parte vital do repertório de um geólogo de campo. Mapas e bancos de dados digitais associados que armazenam grandes quantidades de dados geológicos em camadas são agora padrão no ambiente de trabalho profissional, e tornam possível para qualquer um criar mapas temáticos derivados ou consultando um banco de dados seletivamente. O estudante de hoje precisa ser capaz de integrar técnicas de mapeamento tradicional, com a captura e manipulação de dados digitais. No entanto, a sua capacidade para enfrentar os desafios especiais de um projeto de campo específico, sejam eles científicos, pessoais ou logísticos, é mais importante para empregadores do que o fato de que você esteja familiarizado com um programa específico de mapeamento computadorizado, o qual pode ser substituído em futuro próximo (embora esta habilidade possa ser um bônus).

Como você aprende geologia de campo?

Desenvolvendo:
- experiência prática com uma variedade de conjuntos de rochas, terrenos e climas.
- capacidade de interpretação e de sintetizar uma grande quantidade de dados aparentemente díspares em uma interpretação geológica de uma área.
- a competência de utilização de métodos digitais para registro de dados, produção de mapas geológicos e mapa de dados para consulta de forma seletiva
- a capacidade de caminhar, descrever estratos, medir estruturas, e desfrutar (ou suportar) o clima e o terreno.
- combinação de cursos específicos em subdisciplinas de geologia, tais como mineralogia, petrologia, geologia estrutural e geomorfologia;
- competências básicas ao ar livre e de resolver problemas no campo.

SEGURANÇA E ETIQUETA NO CAMPO

Certifique-se de que você ou um dos membros do grupo de campo tem o equipamento correto e que está tudo em bom estado de funcionamento. Isto inclui não apenas os itens de segurança específicos, mas também os meios para se localizar e retornar por um caminho seguro para a civilização (por exemplo, mapa e bússola e/ou GPS) e bebida para o tempo que você vai gastar no campo, juntamente com algumas rações de emergência, roupa suficiente para o intervalo esperado de condições meteorológicas, um kit de primeiros socorros e os meios de levantar os serviços de emergência (telefone, celular, rádio). Pelo menos um membro da equipe deve ser treinado em primeiros socorros.

O domínio da etiqueta inclui tópicos como: impacto ambiental, comportamento pessoal, obtenção de autorização para entrar em propriedades privadas. Sempre lembrar que você é um embaixador da profissão cada vez que você for para o campo e agir em conformidade.

Assuma a responsabilidade por suas próprias ações.
Deixe portões e propriedades como você os encontra.
Respeite a privacidade de outras pessoas e/ou sensibilidades culturais.
Não perturbe plantas e animais.
Não deixe nada para trás.
Não martele nem colha amostras a menos que seja necessário.
Siga os sinais e instruções do proprietário.

Muitos países têm conservação ou locais protegidos de interesse biológico e/ou geológico. Estes locais estão protegidos da construção de edifícios, mas também podem ser aplicadas regras especiais para amostragem de material in situ e, por vezes, até mesmo para material solto. A conservação é uma questão específica para os sítios fossilíferos.

NOTA: 
Texto extraído e modificado de:
COE, A.L. Geological Field Techniques. UK : Wiley-Blackwell, .

BEVIER, Introduction to Field Geology.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

APLICATIVO PARA MAPEAMENTO GEOLÓGICO

Prezad@s Alun@s,

Recomendo a todos vocês que dispõem de smartphones dos sistemas Andoide ou IOS baixarem um aplicativo de mapeamento geológico revolucionário. Especialmente nós, que enfrentamos dificuldades com bússola de geólogo e GPSs em más condições, teremos em mãos um aplicativo que nos ajudará contornar esse problema.


FieldMove Clino é uma bússola de geólogo digital para captura de dados em seu smartphone, projetado para simplicidade no campo, e otimizado para utilizar a localização GPS e sensores de orientação do dispositivo. Este app de geologia lhe permitirá utilizar o telefone como uma bússola tradicional, bem como uma bússola de geólogo digital para medir e captar a orientação de feições planares e lineares no campo (direção, mergulho, caimento). FieldMove Clino permite que você tome rapidamente grandes quantidades de medições, tornando seu conjunto de dados muito mais válido estatisticamente. Você também pode capturar e armazenar fotografias georreferenciadas e notas de texto digital.


Assim como o apoio on-line do Google Maps, FieldMove Clino também suporta mapas off-line, de modo que você pode importar suas próprias bases de mapas georreferenciados e coletar dados enquanto estiver desconectado. Os dados podem ser exportados como arquivos MOVE, CSV ou KMZ e, em seguida, importados diretamente para FieldMove™ , Move ™ ou outros aplicativos como o Google Earth.

FieldMove clino é um aplicativo de mapeamento de campo geológico Vale do Midland projetado para geólogos visão de futuro que utilizam a coleta de dados digital.

Para baixar o FieldMove Clino clique AQUI.



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

USO DA LUPA DE MÃO E BINÓCULOS

A lupa de mão é uma peça essencial do equipamento para a observação detalhada de todos os tipos da rocha e material fóssil. A maioria tem uma lupa com magnificação 10 × e alguns contêm uma lupa 10 × e uma lupa 15 × ou 20 ×. Se a sua visão é pobre, uma lupa de melhor qualidade muitas vezes vai ajudar, especialmente uma lupa maior. Também é possível obter lupas com luzes embutidas, que podem melhorar consideravelmente a imagem.

Para usar a lupa de mão, certifique-se de que está em pé firmemente ou sentado. Examine o espécime cuidadosamente primeiro a olho nu para encontrar uma área onde é fresco ao invés de intemperizado ou coberto de musgo ou líquenes ou algas e também para que você possa ver onde existem áreas de interesse, como grãos bem definidos ou cristais. Se necessário, para assegurar que quando você olha através da lupa você tem a área correta, coloque a ponta do dedo ou a ponta do polegar como um marcador adjacente à área de interesse identificada com seu olho nu. Coloque a lupa a cerca de 0,5 cm do olho. Em seguida, mova gradualmente a rocha se for um espécime de mão, ou você mesmo e a lupa se estiver examinando uma exposição, até que a maioria do campo de visão entre em foco (geralmente cerca de 1 a 4 cm de distância). Nem toda a superfície da rocha estará em foco ao mesmo tempo por causa de sua desigualdade. Você precisará girar a amostra de mão ou mover sua posição para olhar para diferentes áreas. No caso de algumas rochas metamórficas e depósitos sedimentares de carbonato, também é útil examinar uma superfície degradada, porque os minerais ou grãos às vezes escapam e são muitas vezes mais fáceis de ver.



Os binóculos podem ser muito úteis durante o trabalho de campo. Podem ser utilizados , por exemplo, para avaliar o acesso em regiões de montanha. No entanto, o seu uso mais comum é para obter uma melhor visão dos detalhes dentro de partes de uma exposição que são impossíveis de alcançar com segurança, ou são simplesmente melhor vistos a distância (por exemplo, geometria de características tais como falhas e preenchimentos de canais de rio). Eles são particularmente úteis para examinar o detalhe dos contatos entre diferentes unidades em falésias verticais do mar e frentes de pedreira. Uma ampla gama de binóculos leve de boa qualidade está disponível no mercado.

NOTA: Texto extraído e modificado (tradução livre) de: COE, Angela L. Geological Field Techiniques. UK : Wiley-Blackwell, 2010.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

LIVRO MARAVILHOSO DE GEOLOGIA DE CAMPO

Aos Alunos de Geologia de Campo:

Durante apenas uma semana este Blog estará compartilhando com vocês o link de um livro maravilhoso sobre geologia de campo. Está em inglês, e é muito bom que vocês comecem a se familliarizar com esta língua, porque o domíio da língua inglesa é um dos quesitos do perfil de um geólogo. Acreditem nisso: façam pouco caso do inglês e se arrependam depois!

Clique AQUI.

Atenção, apenas uma semana para fazerem o downloado nos seus computadores!